Depoimentos

"Foram cinco lutas em pauta durante a CineOP e que nos permitiu bons debates. A primeira é estar atenta a regulamentação da lei 13.006 que obriga a projeção de cinema nacional nas escolas de educação básica e no mínimo duas horas por mês. Em segundo lugar, nesta terceira versão que vamos ter na base nacional como curricular entre em diálogo com a lei 13.006 que está bastante tímida ou esquecida e é importante para a sua definição. Em terceiro lugar, o acordo MEC/MinC que também contempla um espaço para garantir tanto a formação dos professores quanto equipamentos nas escolas e infraestrutura para a lei ser implementada. Em quarto lugar, apoiar as escolas que estão ocupadas em uma legítima defesa dos estudantes pelos seus direitos por uma educação de qualidade. E em quinto lugar, devemos estar muito atentos ao avanço do projeto Escola sem partido que é uma verdadeira regressão para o tempo obscurantista que criminaliza a escola e o professor de liberdade de pensamento e ação dentro da escola."
Adriana Fresquet – curadora temática Educação

"Um filme exibido em praça quando se tem uma boa projeção é sempre maravilhoso, porque o cinema se apodera da cidade. É muito bacana ver uma projeção com essas casas de Ouro Preto no entorno e com a população que vai reagindo à medida que o filme vai passando é muito bacana. É um máximo! É um espetáculo!"
Ana Luiza Azevedo – diretora de Doce de Mãe

"Esse filme foi feito em OP e mostra essa cidade tão bonita. Ouro Preto é uma cidade cinematográfica. Foi muito bom ter a estréia de Filhos de Bach na praça. Um filme tão bonito e que vai fundo na própria alma de Ouro Preto, com as crianças da cidade participando. Ótimo ele ter sido lançado na CineOP abrindo uma carreira de sucesso. A CineOP é um evento da maior importância em Ouro Preto que é uma cidade cinematográfica. Tantos filmes já foram feitos na cidade. A CineOP é um evento marcante no calendário do cinema nacional e que se volta para o desafio da preservação do patrimônio fílmico. Todo mundo se esquece que cinema também é patrimônio. Assim como nós temos as bibliotecas e os arquivos para a conservação de livros e documentos, museus para as obras de arte, nós temos também a cinematecas. É importante que se preserve os acervos fílmicos. A CineOP nos ensina um bom caminho para alcançar essa meta e nos mostra o que de melhor na cinematográfica atual, como vimos esse filme de coprodução Brasil/Alemanha e rodado em Ouro Preto."
Angelo Oswaldo – secretário de Cultura do Estado de Minas Gerais

"A importância de estar em Ouro Preto é que nós somos pioneiros em filmes para a televisão em toda a América Latina, porque a série do Vigilante veio cobrir uma lacuna que até então não era coberta. Em 1957, nós resolvemos fazer uma série para a televisão porque só havia enlatado estrangeiro. Então, nós resolvemos nos sacrificar e fazer o que eu chamo de uma grande saga para fazer a série para a televisão. Primeiro o episódio que nós chamamos de piloto foi para vender para agências de propaganda. Foi uma luta muito grande, porque as séries, principalmente as norte americanas, que eram as maiores, ela chegava ao Brasil a preço de banana. Nosso preço era muito alto na época, até que a Nestlé assumiu esse risco. É a primeira vez que Ouro Preto recebe o vigilante Rodoviário, aliás, a primeira vez no Brasil que recebe em praça pública, e eu estou envaidecido. É uma satisfação redobrada esse carinho que estamos recebendo em Ouro Preto."
Carlos Miranda - ator de O Vigilante Rodoviário

"O encontro da Rede Kino na Mostra de Ouro Preto é sempre fundamental. Tem sido um dos lugares onde a gente tem reunido a cada ano, cada vez mais gente do país todo que trabalha nessa interface do cinema com a educação. Eu acho que é muito impressionante o que acontecia há cinco anos e o que acontece hoje. Os debates, os projetos, a posição do cinema na escola, tudo isso se transformou muito radicalmente. Tanto no debate mais intelectual, quanto nos que os estudantes têm produzido também numa dimensão do legislativo. É um encontro muito aguardado para todo mundo que trabalha nessa interface. "
Cézar Migliorin - presidentes da Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual

"A apresentação e debate dos projetos foram primordiais. Foi discutido sobre currículo, cinema, arte e educação. Ajudou muito no meu crescimento como pessoa e principalmente como professora. Os debates servem para a gente escutar outras idéias e ver como outros municípios, outras universidades, outros profissionais estão trabalhando cinema, cultura e educação. Isso sem dúvida melhora nosso desenvolvimento como professor."
Cristiane Pereira – professora e representante do projeto Cinemento – Cinema em Movimento

"Eu acredito que o ato de se fazer filme se deve vir acompanhado de uma reflexão sobre. Uma mostra da importância como a CineOP que propõe esse tipo de reflexão e esse contato com novos realizadores e professores que pensam cinema. No meu caso, eu sou professor, mas antes de tudo, sou um realizador. É muito salutar. E você pegar desde o início, de alguém que está começando perceber que o cinema não se faz só na prática e sim através de uma reflexão, uma profunda reflexão sobre o ato de se fazer filmes. Nada mais propício que ter isso numa mostra de cinema."
Cristiano Burlan – cineasta e instrutor da oficina Da ideia a distribuição: uma perspectiva de um realizador independente

"É um momento muito feliz e importante. Estou fazendo agora em 2016 40 anos do meu primeiro filme, o Superoutro. Estar fazendo parte dessa Mostra Histórica com um filme que eu acho que é uma síntese de tudo que eu sinto e penso sobre cinema e a vida, é um momento de felicidade e de plenitude. Eu acho que foi o meu filme mais bem acolhido pelo público e pela crítica. Um filme que só me trouxe alegria. Ouro Preto é uma cidade iluminada. Estou muito feliz e muito equilibrado."
Edgard Navarro – diretor de Superoutro

"Estou satisfeitíssimo em participar da CineOP. É a primeira vez que eu sinto que eu estou participando da história. Até ontem parecia que quando eu falava desse filme era uma coisa de ontem, de anteontem. Agora não, sinto que é uma coisa histórica. Sou suspeito para falar, mas esse filme dialoga muito bem com a temática deste ano. Estou muito feliz e satisfeito de estar participando da CineOP."
Gregório Bacic – diretor do filme Retratos de Classe

"Tem uma coisa que eu acho de extremamente importante e que a gente tem perseguido isso com o livro, que é a de tentar democratizar o conhecimento e levar ele para um núcleo que acaba sendo um pouco fechado. Como nosso livro é voltado só para produtores audiovisuais, não é um livro comercial que está nas livrarias direto, e aqui possibilita para a gente estar diretamente com quem tem interesse pelo tema. A CineOP tem uma vocação mais acadêmica, até porque ele trabalha com essa questão da memória e dessa necessidade da memória e a gente está falando de projetos, que é o futuro. Então há uma possibilidade de juntar os dois, o que vai ser na verdade o arquivo e a memória no futuro e vai ser tornar passado daqui um tempo."
Guilherme Fiúza – autor do livro Guia de Projetos Audiovisuais

"São debates importantíssimos, em especial, nessa conjuntura política da sociedade brasileira e eles enlaçam, é como se o cinema interrogasse a educação e vice-versa. Buscamos e temos inúmeros pontos de aproximação, mas certamente que o olhar – algumas das preocupações do cinema são um pouco distintas dos educadores, mas elas se completam, elas interpenetram. É um abraço caloroso. O cinema ganha muito com a presença da educação, ainda mais a memória, o patrimônio do cinema brasileiro. Os educadores trabalham com a memória, ao mesmo tempo trabalhamos com a esperança - porque trabalhamos com crianças e jovens. Então é um encontro feliz, necessário. Nessa CineOP em particular, reunimos forças, reunimos esperanças para atravessar esse momento tão difícil para a sociedade brasileira e, não impedir nenhum retrocesso nos direitos já conquistados, muito ao contrário, nós necessitamos da democratização do cinema brasileiro na escola rapidamente, não no rumo que o atual presidente interino está dando, mas rapidamente no sentido de diminuir nossa dívida histórica com as novas gerações, inclusive porque muito deles, não tem o mesmo acesso ao cinema brasileiro de criação, de maior qualidade. Cada CineOP eu considero uma marca histórica e, esse e, particular. Então a gente sai daqui feliz, com alguns desafios."
Inês Teixeira – fundadora da Rede Kino

"Estar com esse filme aqui na CineOP é importantíssimo. Primeiro pela discussão da temática histórica, e a outra coisa é a questão da preservação que tem sido muito discutida aqui. Discussão fundamental, porque o maior pesadelo dos cineastas é o que vai ser dos seus filmes daqui  5, 10 15, 100 anos. Com essas mudanças de tecnologia, há um perigo grande rondando a vida dos nossos filmes. A CineOP dá uma contribuição muito grande trazendo essa questão da preservação."
João Batista de Andrade – diretor de “A próxima vítima”

"A questão principal discutida foi à mudança de paradigmas na preservação e na educação. Hoje, nós temos um momento de conexões múltiplas. A ideia do cinema como patrimônio cultural do país e, a importância da conexão, da preservação dos acervos audiovisuais e ao mesmo tempo, de dar acesso amplo a esse patrimônio, por exemplo nas escolas. Como nós podemos lidar com esse momento adverso que passa o país e nossa resistência. O Plano Nacional de Preservação é uma demanda antiga dos preservadores e, ele é um instrumento de planejamento de gestão, pensado para 10 anos para orientar as políticas de preservação audiovisual no Brasil. Ele é pensado num período de 10 anos, porque 10 anos engloba dois mandatos e meio, ou seja, desvincula a política de preservação de um determinado governo. O que nós queremos é uma política de Estado e que não mude com a mudança de governantes. Essa estabilidade é essencial para a preservação dos acervos audiovisuais."
Laura Bezerra – presidente da ABPA – Associação Brasileira de Preservação Audiovisual

"É uma honra estar numa Mostra numa cidade importante. É uma Mostra que ganhou muito espaço no cenário brasileiro. Particularmente nesse filme, é uma alegria, porque 70% do filme foi gravado aqui, inclusive com atores daqui. Ouro Preto é um lugar mágico, perfeito para fazer uma premier do filme. Nós estamos muito contentes e ficamos muito agradecidos a Mostra. A gente está num período de muita produção em todos os setores. A contemporaneidade é tão vasta e, é muito importante que os curadores façam essas seleções e mostrem aquilo que eles consideram o que é a vanguarda, que são as coisas novas, que são as coisas mais relevantes, para a gente poder buscar pontos de contato. Esse trabalho de curadoria das Mostras é muito importante para o público que tem acesso a obras audiovisuais importantes e relevantes e, também para os produtores que se vêem reconhecido, na busca da qualidade. Apresentar um filme na praça de Ouro Preto é um privilégio."
Leonardo Barros – produtor executivo de “Filhos de Bach”

"Tem sido uma experiência muito boa como estudante de comunicação, porque a gente está participando de um processo de experimentação de webtv e tentando fazer com o que o CineOP tenha uma cobertura alternativa das coisas que estão acontecendo. É um processo feito por jovens e adolescentes de projetos de extensão da própria universidade e tem sido muito importante. A gente está tendo a oportunidade de experimentar, de criar e de também sentir como é ter um coletivo de comunicação, de como é produzir e disseminar esse material."
Marcos Filleto – aluno da oficina “WebTv: CineOP nas redes”

"Esse ano houve um encontro inédito no CineOP entre as TVs comerciais, públicas e educativas, convidados internacionais da maior relevância e isso propiciou uma série de intercâmbios e parcerias entre o setor de TVs comerciais e TVs públicas e de profissionais de preservação do audiovisual para fazer inclusive a recuperação de matrizes dos acervos de televisão e nos acervos públicos e privados que necessitam desse intercâmbio."
Maria Byington – pesquisadora

"Um evento como esse é importante. Cultura é sempre importante. É uma delícia o movimento da cidade. Vem turista, vem gente conhecida, quem já conhece retorna para a cidade e, ainda traz uma programação diferenciada, principalmente infantil, que a gente não costuma ter muito aqui."
Paula Drummond – turismóloga e moradora de Ouro Preto

"É um prazer muito grande estar na CineOP. Estava aqui ano passado e pude presenciar a importância fundamental para uma política de audiovisual, que na época, eu como Secretário do Audiovisual, não imaginava um plano de preservação ser desenhado sem a construção daqui. Essa é uma construção para a sociedade, empresas e organizações, que juntas, querem de melhor na área de formação, na educação audiovisual, no pensamento da preservação, como a preservação interfere na história da contemporaneidade e, eu fiquei bem impressionado com as discussões. Foi nesse modelo que a gente buscou construir outras parcerias. Estar de volta e podendo contribuir para as discussões, agora com mais tempo para poder participar das mesas, curtindo e ouvindo as pessoas está sendo um prazer muito grande e um compromisso com esse evento que continua a dar segmento no assunto. Essa fronteira que a gente tenta buscar entre o que estatal, o que é uma organização da sociedade, como um apóia o outro, como um não está em função do outro, mas apóia o outro para que ele possa conseguir chegar à sociedade. Acho que isso, eu consegui perceber aqui e estou confiando nesse ano. Além de estar muito prazeroso, a organização é muito bacana. Os festivais no Brasil acabaram ficando muito familiares e o festival vai ficando familiar. Aqui tem uma empresa familiar, mas que trabalham os eventos de uma forma muito profissional, então, a gente vê um festival que está sempre renovado. Acho que até as próprias pessoas que organizam se surpreendem com o próprio festival. Ele tem uma curadoria própria, um pensamento próprio e uma rapidez de raciocínio muito grande. A curadoria desse ano é muito pertinente. A gente está pensando num golpe de 64 diante de um golpe que estamos vivenciando agora, como o cinema viu o golpe, como a gente está vendo agora. Essa rapidez é muito importante."
Pola Ribeiro – cineasta

"A Mostrinha é muito importante. A partir dessa idade que a criança desenvolve um desenho de ver cinema e participar desse tipo de evento. Acho importante a CineOP dar esse espaço para o público infantil. Os pequenos também merecem ir ao cinema."
Tiago Franco – diretor de “A orelha de Van Gogh”

"Sair de Curitiba para vir para um festival do tamanho da CineOP, é uma oportunidade grande. Aqui os adolescentes vão ver que, o que eles fizeram não foi um trabalho que vai ficar em um arquivo, o filme vai rodar, vai ter espectadores. A questão do cinema e educação é a questão de desmistificar o próprio cinema. A gente conseguir ter essa janela de exibição é maravilhoso. É muito valioso ter uma Mostra que pensa na educação. Tanto o cinema quanto a educação tem muito a ganhar com essa relação. Quando a gente vê um evento importante como esse, divulgando e dando um relevo para essa produção, é maravilhoso."
Vinícius Comotti – representante de dois filmes da Mostra Educação

"Ter uma Mostra para a educação é de fundamental importância. Primeiro que o cinema e a educação têm caminhado bastante juntos, nem sempre como da forma como gostaríamos, mas nos últimos anos a gente tem tido um sacode, uma certa percepção do potencial do cinema na escola e a escola no cinema. A CineOP trazendo isso para a mesa de debate e para a praça pública é se suma importância."
Virgínia Gualberto – representante de três filmes da Mostra Educação